À Conversa com…

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Foto Maria Ines Costa

Maria Inês Costa

Serviço de Biblioteca e Documentação do Hospital do Espírito Santo de Évora, EPE

 

 

 

 

 

Membro da APDIS desde:

O Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), instituição a que pertenço, é Associado Coletivo com o n.º 274, por isso penso que será há muitos anos…, descobri um documento onde o primeiro número de sócio era o 93, que depois foi alterado para o atual.

 

1.ª Posição Profissional:
Comecei a minha vida profissional na Biblioteca da Universidade de Évora em 1992, como técnica auxiliar. Fiz o 12.º ano Técnico Profissional de Secretariado, com estágio profissional na Biblioteca da Universidade de Évora.

 

Website favorito:
ClinicalKey, APDIS, PubMed

 

Qual a sua posição actual:
Actualmente, sou a Responsável do Serviço de Biblioteca e Documentação do Hospital de Évora, sendo Assistente Técnico com formação de Técnico Profissional de Biblioteca e Documentação e Especialização no Pólo de Gambelas da Universidade do Algarve, com a nota final de 16 valores (no 1.º curso ministrado em Portugal pela BAD, em 1994).

 

O que acha mais interessante no seu trabalho?
A interacção com os profissionais de saúde e ver o resultado final, a satisfação daqueles, depois de um trabalho árduo de pesquisa de artigos… o melhor de tudo é o agradecimento de quem reconhece a nossa acção, em benefício da qualidade dos serviços de saúde prestados neste Hospital Central.

 

Qual foi o seu maior desafio profissional?
O meu maior desafio foi quando concorri para o lugar do quadro na Biblioteca do Hospital de Faro em 1995, longe de tudo e de todos do meu coração, mas é sempre bom um pouco de aventura…
Quando me ligaram a dizer que tinha ficado em 1.º lugar fiquei mais ou menos em choque… “e agora, o que faço?”… pediram-me para ir mais cedo e ficar a recibo verde, enquanto não estava tudo resolvido… burocracias do concurso.
Nessa altura, encontrava-me a trabalhar na Universidade de Évora, onde me foi oferecido em 1994 o Curso de Preparação de Técnicos-Adjuntos de Biblioteca e Documentação, ministrado nessa Instituição.
Estava a estudar para as provas específicas, para poder concorrer ao curso de História d’Arte, faltava uma semana para as provas quando fui chamada para ir ao encontro de uma nova aventura… e assim ficaram os estudos para trás…
Cheguei a Faro e fui conhecer a Biblioteca, entrei numa sala vazia, isto é, só tinha um monte de estantes por montar e uma outra sala com montes de livros e revistas para depois arrumar… imaginem o que me passou pela cabeça… “fugir, fugir… isto não está a acontecer-me”. Como não sou de desistir, deitei mão à obra e lá consegui erguer um espaço agradável para todos aqueles que necessitavam de um cantinho para estudar e procurar um pouco de sabedoria… foi a menina dos meus olhos…

 

Como é que se tornou interessada na área da biblioteconomia de saúde?
Como já referi na questão anterior comecei por trabalhar numa Biblioteca Universitária e por motivos de estabilidade, concorri para uma Biblioteca da Saúde e foi aí onde começou a entrar em mim este “bichinho” da saúde, um mundo muito interessante e complexo, diferente todos os dias, o que torna o nosso dia-a-dia num desafio total.

 

Foi bibliotecária/técnica profissional de BAD noutra área, antes de ser da saúde?
Sim, na Biblioteca da Universidade de Évora.

 

O que é que gostaria de ser, se não fosse técnica profissional de BAD?
O meu sonho enquanto estudante era seguir Artes, mais propriamente estilismo ou decoração de interiores. Actualmente seria dedicar-me ao Cake Design, a minha maior paixão.

 

O que é que considera ser o maior desafio na biblioteconomia contemporânea?
O maior desafio é mesmo o vasto número de tecnologias e sites que temos ao nosso dispor e fazer uma triagem correta e fidedigna do que pretendemos.

 

Está envolvida em outras organizações?
Sim, integro a Comissão Dinamizadora dos Profissionais do HESE, onde ajudo a realizar eventos lúdicos e culturais, dirigidos à humanização e ao estreitamento de laços entre os profissionais de saúde deste hospital.

 

Que conselhos daria a alguém que fosse começar uma carreira como técnico profissional de BAD da saúde?
Estar de olhos bem abertos, porque os profissionais de saúde são muito exigentes e querem sempre “tudo para ontem”… Temos de saber gerir o nosso tempo e ter sempre em atenção as prioridades e o respeito pelo nosso trabalho e pelo dever, saber entender e compreender o trabalho dos profissionais de saúde. Sempre que possível, frequentar acções de formação, cursos e congressos ligados à nossa área,… a actualização é indispensável para o bom funcionamento e o desenvolvimento do nosso trabalho.

 

Quais são os seus planos para o futuro?
Futuro… é uma palavra muito complexa…
O Futuro não existe! Para mim só existe o Presente, viver um dia de cada vez, mas sempre bem vivido.
Saúde é o que todos nós necessitamos…