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Marta Diogo Frade

Marta Diogo Frade

Bibliotecas da Escola Superior de Saúde e da Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS)

 

Membro da APDIS desde:

Setembro de 2006

 

1ª Posição Profissional:

Técnica Superior na Biblioteca Municipal de Montijo.

 

Formação Académica:

Licenciatura em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa (UNL). Pós-gradução em Tradução pela mesma Universidade e Curso de Especialização em Ciências Documentais, opção de Biblioteca e Documentação pela Faculdade de Letras (FL) da Universidade de Lisboa (UL).

 

Website favorito:

Não há apenas um favorito. Profissionalmente, consulto regularmente a PubMed, a Scopus, a Web of Science, a Proquest e a B-on. Pessoalmente, gosto do Goodreads e do Alma de Viajante.

 

PERGUNTAS:

1. Qual é a sua posição atual?

Sou Técnica Superior / Coordenadora das Bibliotecas da Escola Superior de Saúde e da Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS).

 

2. O que é que acha mais interessante no seu trabalho?

Acho muito interessante ter um papel de facilitador e mediador no acesso ao conhecimento científico, contribuindo, desta forma, para o sucesso académico e profissional da comunidade das Escolas que sirvo.

 

3. Qual foi o seu maior desafio profissional?

O meu maior desafio profissional deu-se, em janeiro de 2013, quando, inesperadamente, tive que passar a assumir a coordenação da Biblioteca da Escola Superior de Ciências Empresariais, concomitantemente com a coordenação da Biblioteca da Escola Superior de Saúde (onde já estava desde 2006). Foi um trabalho que, de início, exigiu um esforço suplementar da minha parte, por forma a mergulhar numa área que me era, até então, desconhecida. Exigiu uma familiarização com bases de dados, Thesauri e linguagens muito diferentes das já minhas velhas conhecidas, bem como com utilizadores cujas necessidades de informação são, também, um pouco diferentes daquelas com que estava habituada a lidar desde 2006. No entanto, apesar de algumas dificuldades iniciais, sinto que foi um momento muito importante para mim em termos de crescimento e alargamento de conhecimentos profissionais. Hoje já me sinto bastante mais à vontade na área das Ciências Empresariais, apesar de continuar a sentir as Ciências da Saúde como a “minha praia” e a minha zona de conforto.

 

4. Como é que se tornou interessada na área da biblioteconomia de saúde?

Aconteceu um pouco por acaso. Quando terminei o contrato com a Câmara Municipal de Montijo, estive alguns meses desempregada e respondi a imensos concursos que foram aparecendo. Tive a sorte de conseguir entrar na Escola Superior de Saúde do IPS, numa fase inicial de arranque da Biblioteca onde estava tudo a começar. Foi uma feliz coincidência poder trabalhar em Biblioteconomia de saúde, pois as áreas das ciências da saúde e investigação biomédica sempre me interessaram bastante.

 

5. Foi bibliotecária noutra área, antes de ser da saúde?

Sim, fui bibliotecária numa Biblioteca Pública.

 

6. O que é que gostaria de ser, se não fosse uma bibliotecária?

Gostaria de ser tradutora ou revisora de texto.

 

7. O que é que considera ser o maior desafio na biblioteconomia contemporânea?

Penso que o maior desafio será desmistificar, perante os decisores e os utilizadores, a ideia da Biblioteca como um local estanque que se limita a armazenar, emprestar e tratar livros. É necessário que se instale de vez a imagem da biblioteca como um centro de gestão de informação e conhecimento que consegue, rápida e facilmente, levar até ao utilizador a informação de que necessita, esteja essa informação onde estiver.

 

8. Está envolvida em outras organizações?

Sim, sou também membro da European Association for Health Information and Libraries (EAHIL).

 

9. Que conselhos daria a alguém que fosse começar uma carreira como bibliotecária da saúde?

Sendo a área da Saúde uma área em constante e crescente evolução, considero que o bibliotecário da saúde deverá saber acompanhar essa permanente evolução, atualizando-se e conhecendo profundamente as necessidades de informação dos seus utilizadores. Por outro lado, o grande desafio, nestes tempos de contenção orçamental e escassez financeira, é saber fazer mais e melhor com menos. Neste sentido, o bibliotecário de saúde deverá apostar em estreitar as suas redes de contactos profissionais para que, a partilha de recursos e aprendizagens, transforme a tarefa de identificar e recuperar informação em algo rápido, fácil e acessível.

 

10. Quais são os seus planos para o futuro?

Gostaria de continuar a crescer profissionalmente na área da Biblioteconomia da Saúde, nomeadamente através do aprofundar de conhecimentos em áreas como a Literacia da Saúde e a Bibliometria que são, neste momento, as minhas matérias prediletas de estudo.