À conversa com…

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Foto IsabelIsabel Santos

Biblioteca do Centro de Estudos Egas Moniz (CEEM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL)

 

Membro da APDIS desde: Tornei-me membro da APDIS em 2011, altura em que iniciei funções na área da biblioteconomia. Desde essa data tenho participado nas Jornadas da APDIS, as quais são uma excelente oportunidade de adquisição e partilha de conhecimentos, bem como um espaço de confraternização entre colegas.

1ª Posição Profissional: Administrativa no serviço de Neurologia do Hospital de Santa Maria. Apoio de secretariado ao centro de ensaios clínicos, na vertente das doenças vasculares cerebrais.

Formação académica: Licenciei-me em Sociologia pela Universidade Lusófona, em 1997 e terminei o Curso de Especialização em Ciências Documentais – área de Biblioteca, na mesma Universidade, em 2001. No final da licenciatura, em conjunto com uma colega de curso que já tinha alguma experiência de trabalho numa biblioteca, decidi fazer a Especialização em Ciências Documentais.

Website Favorito: Em termos profissionais realizo regularmente pesquisas nas bases de dados disponíveis: PubMed, B-On, Google Scholar , SIBUL (catálogo da UL) e o portal da Biblioteca-CDI da FMUL onde se encontra acesso aos diversos recursos subscritos online, nomeadamente às publicações periódicas.

 

PERGUNTAS:

1.    Qual a sua posição actual?

Sou Técnica Superior na Biblioteca do Centro de Estudos Egas Moniz, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

2.    O que acha mais interessante no seu trabalho?

A interacção com os profissionais de saúde, alunos e outros investigadores. Por um lado, esta interacção passa por conseguir aceder de uma forma rápida e eficaz à informação necessária à prática clínica. Por outro lado, ser empenhada, persistente e selectiva na procura da informação, utilizando as ferramentas disponíveis, de modo a responder da melhor forma às diferentes solicitações dos utilizadores. Estar atenta à actualização da informação. Quando o nosso trabalho é reconhecido através das manifestações de satisfação dos utilizadores é muito gratificante.

3.    Qual foi o seu maior desafio profissional?

Iniciar o meu percurso na área da biblioteconomia numa biblioteca especializada em Neurociências, com um espólio muito rico e reconhecido a nível nacional e internacional – nela se reúnem publicações neurológicas que transitaram da Biblioteca do Serviço e Cadeira de Neurologia do Hospital Escolar de Santa Marta e que incorporam parte da Biblioteca do Professor Egas Moniz. Encontram-se, lado a lado, volumes de Júlio de Matos e Sigmund Freud, bem como toda uma panóplia de nomes que ficaram imortalizados na Neurologia dando os seus nomes a múltiplas entidades clínicas, sintomas e sinais neurológicos. Ao longo das seis décadas da sua existência, foi dada particular atenção à actualização dos conhecimentos na área das Neurociências, razão pela qual, no seu acervo, encontram-se os principais tratados e revistas actuais. Esta transição de uma biblioteca tradicional para uma biblioteca moderna através da substituição dos recursos em papel por recursos electrónicos, a actualização das bases de dados, é um processo lento, mas um desafio constante.

4.    Como é que se tornou interessada na área da biblioteconomia da saúde?

Quando desempenhei funções de apoio ao secretariado no centro de ensaios clínicos, desenvolvi grande interesse pela investigação e pela relação médico-doente. Entretanto tinha terminado a minha licenciatura em Sociologia e no mercado de trabalho não surgiam oportunidades nessa área. Como já referi anteriormente, uma colega de curso, que já trabalhava numa biblioteca, desafiou-me a fazer a Especialização em Ciências Documentais. Mais tarde abriu concurso para uma vaga nesta biblioteca, concorri, e fiquei no lugar.

5.    Foi bibliotecária noutra área, antes de ser da saúde?

Não.

6.    O que é que gostaria de ser, se não fosse uma bibliotecária?

Dado o meu percurso profissional estar muito ligado à área da saúde, gostaria de ser técnica de diagnóstico e terapêutica ou enfermeira. No entanto, trabalhar numa biblioteca académica inserida num hospital universitário, permite tocar um bocadinho neste interesse pelas ciências da saúde.

7.    O que é que considera ser o maior desafio na biblioteconomia contemporânea?

Julgo que o maior desafio da biblioteconomia contemporânea, é conseguir dar resposta às solicitações que lhe são apresentadas por um público cada vez mais informado, e consequentemente, mais exigente.

8.    Está envolvida em outras organizações?

Sou membro da BAD.

9.    Que conselhos daria a alguém que fosse começar uma carreira como bibliotecária da saúde?

Em primeiro lugar investir na área das tecnologias da informação, dado ser a ferramenta de primeira linha, nos dias de hoje, no acesso à informação. Formação específica através da participação em jornadas, reuniões e cursos específicos, enriquece e ajuda a amadurecer os conhecimentos adquiridos durante a formação académica. Conhecer os objectivos e o público-alvo da sua instituição por forma a responder mais adequadamente às solicitações.

10. Quais são os seus planos para o futuro?

Continuar a “crescer” como bibliotecária, por forma a conseguir prestar um serviço de qualidade aos meus utilizadores “muito” exigentes (médicos, investigadores e alunos de medicina).