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Orísia Pereira
Escola Superior de Enfermagem do Porto

 

 

Membro da APDIS desde:
Tornei-me membro da APDIS em 2003 e fiz parte dos corpos sociais da mesma, como 1ª secretária da Mesa da Assembleia entre 2003 e 2009. Foi uma experiência enriquecedora, pois deu-me oportunidade de conhecer e conviver com vários colegas na área da saúde. Contribuiu, ainda, para perceber que só com a boa vontade e a disponibilidade de todos, se poderá dar continuidade aos objetivos pressupostos pela APDIS. Desde 2000 que participo nas Jornadas APDIS.

PERGUNTAS:
1ª Posição Profissional:
Após ter terminado o curso de licenciatura, candidatei-me ao ensino público e exerci funções docentes do 2º e 3º ciclos do ensino básico e do ensino secundário, durante 3 anos. No decorrer desta função, e através de um convite, surgiu a oportunidade de ir trabalhar para a biblioteca da Escola Superior de Enfermagem de São João, local onde permaneço até à data, mas com uma designação diferente – Centro de Documentação e Biblioteca da Escola Superior de Enfermagem do Porto.
Formação Académica:
Licenciatura em Ciências Históricas, pela Universidade Portucalense Infante D. Henrique, Curso de Preparação de Técnicos-adjuntos de Biblioteca e Documentação, realizado pela BAD e Pós Graduação em Ciências Documentais – opção Biblioteca e Documentação, pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Website favorito:
Profissionalmente, não tenho nenhum website favorito, visto realizar pesquisas em diferentes bases de dados científicas: Cinahl, Medline, OvidSP, Scopus, Google Scholar, B-on, RCAAP. Socialmente, gosto do Facebook e LinkedIn.

1. Qual é a sua posição atual:
Sou Técnica Superior/Coordenadora do Centro de Documentação, Biblioteca e Serviço a Clientes (CDBSC) da Escola Superior de Enfermagem do Porto.

2. O que é que acha mais interessante no seu trabalho?
Poder interagir com a comunidade escolar (estudantes e professores) no processo de informação para apoio à prática do ensino/aprendizagem em enfermagem e na área da saúde em geral. Tenho a responsabilidade de atualizar o fundo documental existente, através de novas aquisições em formato papel e digital, o que me dá um certo prazer ter que estar constantemente atualizada e a par das últimas novidades.

3. Qual foi o seu maior desafio profissional?
O meu primeiro desafio como técnica profissional de biblioteca foi ter contribuído e colaborado para a informatização de todo o fundo documental da biblioteca da ESEnfSJ, visto, apenas à data ter alguns catálogos manuais, muitos dos quais desatualizados. Posteriormente, tive outro desafio muito importante, que foi coordenar e organizar as 3 bibliotecas das ex-escolas superiores de enfermagem públicas do Porto (D. Ana Guedes, Cidade do Porto e São João), que por fusão deram origem ao Centro de Documentação e Biblioteca da ESEP.

4. Como é que se tornou interessada na área da biblioteconomia de saúde?
Quando me encontrava a dar aulas no ensino público, percebi que não era aquela profissão que eu pretendia para o futuro. Então, surgiu a oportunidade de fazer o curso técnico-profissional de biblioteca e documentação realizado pela BAD, que desde logo adorei e compreendi que era a trabalhar numa biblioteca que eu gostaria de me realizar profissionalmente. Ter ido para uma biblioteca ligada à área da saúde, foi por mero acaso. Só depois de estar a trabalhar na biblioteca da ESEnfSJ é que fui fazer o curso de pós-graduação em ciências documentais.

5. Foi bibliotecária noutra área, antes de ser da saúde?
Não.

6. O que é que gostaria de ser, se não fosse uma bibliotecária?
Gostaria de ser museóloga.

7. O que é que considera ser o maior desafio na biblioteconomia contemporânea?
Penso que o maior desafio na área da biblioteconomia contemporânea tem a ver com os novos contextos de informação, isto é, na mudança do perfil tradicional do bibliotecário, transformando-o quase que num permanente gestor de dados informacionais. Terá que adaptar-se com enorme rapidez a todos os desafios que as novas e emergentes tecnologias têm vindo a oferecer.

8. Está envolvida em outras organizações?
Sou membro da European Association for Health Information and Libraries (EAHIL).

9. Que conselhos daria a alguém que fosse começar uma carreira como bibliotecária da saúde?

O bibliotecário que pretenda desempenhar funções na área da saúde, deverá, em primeiro lugar conhecer a missão e os objetivos estratégicos da própria instituição em que está inserido, para melhor gerir e organizar as coleções. Ter presente o perfil dos utilizadores, a fim de conseguir antecipar as suas necessidades informacionais, valorizando assim o seu trabalho de difusão e disseminação da informação. Estar o mais atualizado possível sobre a informação científica mais relevante para os seus utilizadores.

10. Quais são os seus planos para o futuro?
Contribuir para que o CDB continue a prestar um serviço de qualidade a toda a comunidade da ESEP. Pretende-se que seja um espaço onde se aprende uma Enfermagem mais significativa para as pessoas e a ser interventivo nos processos de cuidar em saúde.