À Conversa Com…

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Paula Saraiva
Biblioteca da Egas Moniz, Cooperativa de Ensino Superior

 

Membro da APDIS desde:
Foi no início da década passada, que tomei conhecimento da existência da Associação através da Lista APDIS; na altura, aquela ferramenta, ainda em formato de papel, era essencial para o meu trabalho diário e posso afirmar que actualmente continua a ser utilizada todos os dias na Biblioteca onde trabalho. Foi a convicção da importância das redes de cooperação que em 2004 me levou a participar pela primeira vez nas Jornadas APDIS e desde então tenho estado presente sempre que tenho oportunidade.

1ª Posição Profissional:
Ao longo do curso de licenciatura trabalhei em algumas áreas a tempo parcial, mas o primeiro emprego na área das Ciências Documentais foi no Núcleo de Informação e Divulgação Científica e Técnica (NIDCT) do Laboratório Nacional de Investigação Veterinária (LNIV) onde exerci funções, após um período de estágio.

Formação Académica:
Sou licenciada em Línguas e Literaturas Modernas – Estudos Portugueses e Ingleses pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH) da Universidade Nova de Lisboa (UNL) e pós-graduada/especializada em Ciências Documentais – Biblioteca e Documentação pelo Instituto Superior de Línguas e Administração de Lisboa (ISLA).

Website favorito:
É complicado seleccionar um favorito: consulto diariamente vários websites, mas, no contexto profissional, destacam-se a B-on e a Web of Science, que utilizo com maior frequência. Numa perspectiva mais pessoal, gosto de visitar o Lifecooler e a revista Blitz.

PERGUNTAS:

1. Qual é a sua posição atual?
Assumo desde Janeiro de 2011 o cargo de Bibliotecária Responsável da Biblioteca da Egas Moniz – Cooperativa de Ensino Superior CRL, servindo o Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz (Universitário) e a Escola Superior de Saúde Egas Moniz (Politécnico).

2. O que é que acha mais interessante no seu trabalho?
O saber que de alguma maneira estarei a contribuir não só para a formação dos profissionais de saúde do futuro, mas também para o próprio progresso do conhecimento, confere à nossa profissão uma nobreza nem sempre reconhecida pela população em geral, mas que é cada vez mais visível aos olhos dos utilizadores das nossas Bibliotecas. Não se trata apenas de adquirir as últimas edições dos livros ou de assinar as melhores bases e revistas; é preciso saber onde e como conseguir a informação relevante quando o próprio utilizador às vezes ainda nem sabe o que procura e, por outro lado, ajudá-lo a perceber como pode obtê-la; e isto pode aplicar-se aos restantes serviços prestados pelas Bibliotecas e é extremamente aliciante: a importância de antecipar e corresponder às necessidades dos utilizadores, numa realidade em constante mudança.

3. Qual foi o seu maior desafio profissional?
Pouco tempo depois de iniciar o meu estágio e quando ainda estava a frequentar a pós-graduação em Ciências Documentais, a pessoa que me tinha acolhido no NIDCT e que guiava os meus primeiros passos nesta área aposentou-se, deixando-me a assegurar os serviços daquele centro de documentação, o que foi uma experiência bastante desafiante, mas ao mesmo tempo muito enriquecedora porque me permitiu aplicar na prática aquilo que aprendi no curso.

4. Como é que se tornou interessada na área da biblioteconomia de saúde?
Na realidade, aconteceu por acaso, mas muitas das coisas boas na nossa vida acontecem desta forma e hoje em dia estou muito feliz com a minha profissão. Depois de terminar a licenciatura, tive alguma dificuldade em conseguir um emprego a tempo integral; comecei por dar aulas em part-time, mas não estava a corresponder às minhas expectativas… Um dia, uma amiga da família, que era técnica BAD falou-me da profissão e do curso de pós-graduação. Durante uns meses procurei informar-me e acabei por me inscrever na pós-graduação. Entretanto, surgiu a oportunidade de iniciar um estágio não remunerado no NIDCT e foi, desta forma, que passei a interessar-me por esta área.

5. Foi bibliotecária noutra área, antes de ser da saúde?
Não. Comecei no Laboratório Nacional de Investigação Veterinária e actualmente encontro-me numa Biblioteca especializada em Ciências da Saúde.

6. O que é que gostaria de ser, se não fosse uma bibliotecária?
Desde a adolescência, e influenciada por alguns professores inspiradores que tive a sorte de conhecer, sempre pensei que seria professora do ensino secundário; acabei por fazer outras escolhas e, actualmente, acho que escolhi acertadamente.

7. O que é que considera ser o maior desafio na biblioteconomia contemporânea?
Tendo em conta a rapidez com que os conhecimentos se tornam obsoletos numa realidade em permanente mudança, o maior desafio será ter a capacidade de constantemente se reinventar e antecipar as necessidades dos utilizadores.

8. Está envolvida em outras organizações?
Sou associada da BAD – Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas, e actualmente, membro do GT-BES – Grupo de Trabalho das Bibliotecas do Ensino Superior.

9. Que conselhos daria a alguém que fosse começar uma carreira como bibliotecária da saúde?
Que a aquisição de competências não termina com a conclusão do curso; a formação específica deve ser encarada como um projecto a longo prazo e é essencial para conseguir dar resposta às necessidades dos utilizadores e, simultaneamente, mantermo-nos relevantes, representando uma mais-valia para as instituições. Destacaria também a importância da cooperação: não tenho qualquer dúvida de que juntos somos melhores em todos os aspectos, mais ainda, se gerirmos recursos limitados, a partilha de recursos pode ser a solução.

10. Quais são os seus planos para o futuro?
Continuar a aprender e crescer profissional e pessoalmente todos os dias.