À Conversa com…

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Rute-OliveiraRute Oliveira
Biblioteca do Hospital do Litoral Alentejano

 

Membro da APDIS desde:

O meu primeiro contacto com a APDIS foi em 2004, quando fui ao Hospital Fernando Fonseca, para conhecer a Biblioteca. Fui recebida pela Dra. Arminda Sustelo, na altura Presidente da Direção da APDIS, que teve a gentileza de me dar a conhecer não só o seu serviço como a APDIS. Pouco tempo depois associei-me à APDIS, e tenho ido a todas as jornadas e algumas formações. Este contacto inicial foi fundamental para me integrar na área da biblioteca hospitalar.

1ª Posição Profissional:

Iniciei a minha vida profissional a secretariar um núcleo de coordenação de um departamento do Ministério da Educação.

O meu primeiro contacto com a área da documentação e informação surgiu quando tive de procurar novas oportunidades. Tomei conhecimento de um curso de técnicos-adjuntos de biblioteca e documentação que iria decorrer em Beja, orientado pelo Dr. Joaquim Figueira Mestre – meu primeiro mentor, e que me abriu as portas e os horizontes para um mundo que me maravilha.

A minha primeira atividade profissional na área foi na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca em Santiago do Cacém, em 1997, numa Biblioteca nova, com uma equipa nova.

Formação Académica:

Licenciatura em Sociologia, pelo ISCTE-IUL, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa – Instituto Universitário de Lisboa.

Website favorito:

Consulto regularmente vários sites, primordialmente numa perspetiva profissional, com especial incidência na b-on e no RCAAP.

PERGUNTAS:

1. Qual é a sua posição atual?

Técnica Responsável pelo Serviço de Biblioteca e Documentação da ULSLA – Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, que está sedeada no Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, posição que assumo desde 1 de outubro de 2004.

As minhas funções abrangem todas as áreas de um serviço deste tipo, dado ser desde o primeiro momento uma solo librarian.

2. O que é que acha mais interessante no seu trabalho?

A interação com os profissionais de saúde das várias áreas – hospitalar e cuidados de saúde primários, que é motor de constantes desafios, e que implica persistência no empenho, na dedicação e no investimento na área da biblioteconomia e documentação, procurando sempre dar a melhor resposta, de forma eficiente e em tempo útil, às suas necessidades profissionais.

3. Qual foi o seu maior desafio profissional?

Fazer um projeto de raiz numa área específica e atender a diversas necessidades. Criar uma Biblioteca hospitalar onde só existia o espaço e as estantes, foi o desafio mais intenso e interessante que pude experienciar, não só por estar a desenvolver a Biblioteca do HLA/ULSLA por si só, mas igualmente dentro da instituição e junto dos profissionais de saúde, apostando fortemente na formação e na sua interação com a informação de saúde ao seu dispor.

 

4. Como é que se tornou interessada na área da biblioteconomia de saúde?

Por ser um projeto desafiante – a criação de uma biblioteca hospitalar, fui entrevistada para o lugar de Bibliotecária no Hospital do Litoral Alentejano, quando este abriu portas no Verão de 2004. Preparei-me antecipadamente com uma ida à Biblioteca do Hospital de Santa Maria. A entrevista correu bem e fui convidada a criar a Biblioteca do HLA. A junção de duas áreas, para mim apaixonantes – Saúde e Biblioteca – tem sido um desafio aliciante, enriquecedor, mas trabalhoso inicialmente por não conhecer o funcionamento de uma Biblioteca Hospitalar e por não estar, na altura, familiarizada com toda a exigência científica e o manancial de pesquisa de informação com que temos de lidar para que possamos dar uma resposta adequada e em tempo útil aos profissionais de saúde.

5. Foi bibliotecária noutra área, antes de ser da saúde?

Criei também a Biblioteca do INESLA – Instituto de Estudos Superiores do Litoral Alentejano, Pólo Universitário do ISCTE em Grândola, que funcionou durante cerca de 18 meses, em 1999/2000.

6. O que é que gostaria de ser, se não fosse uma bibliotecária?

Gostava de ter enveredado pela área da saúde, nomeadamente Terapia da Fala, Terapia Ocupacional ou Psicologia, mas, fruto das circunstâncias e de alguns condicionalismos, não foi possível. No entanto, creio que o percurso que fui fazendo ao longo da vida até chegar ao mundo das bibliotecas só me enriqueceu e contribuiu para que eu pudesse encarar com outros olhos esta área profissional.

7. O que é que considera ser o maior desafio na biblioteconomia contemporânea?

Adaptação e criação de novas formas de comunicação e interação das Ciências da Informação junto de uma sociedade que é alvo constante de uma overdose de novas tecnologias, novos processos.

8. Está envolvida em outras organizações?

Sou membro da APDIS, da BAD, da EAHIL, e também de 2 organizações de carácter associativo ligadas a atividades culturais, como a música – Quadricultura Associação, e o teatro – AJAGATO.

9. Que conselhos daria a alguém que fosse começar uma carreira como bibliotecária da saúde?

Que apostem na criatividade para trabalhar com recursos limitados, incluindo estabelecer uma rede de contactos dentro da área. As competências pessoais e profissionais necessárias para desenvolver a atividade de bibliotecária da saúde devem ser abrangentes, para que possam enfrentar os desafios diários com segurança e profissionalismo. A persistência, a tolerância, a polivalência, a atitude proactiva, o investimento pessoal na formação, e a riqueza da experiência adquirida, serão os motores para um bom desempenho profissional presente e futuro.

10. Quais são os seus planos para o futuro?

Fazer um mestrado na área das Ciências da Informação e Documentação, é o passo seguinte na minha demanda constante de formação e atualização nessas áreas.

Continuar a desenvolver um bom trabalho na Biblioteca do HLA, procurando que o meu trabalho e o Serviço de Biblioteca e Documentação sejam reconhecidos.

Num futuro mais próximo incidir uma maior ação junto dos cuidados de saúde primários – profissionais de saúde e utentes, através de projetos ligados à Literacia em Saúde.